A escola portuguesa
Sexta-feira, Outubro 03rd, 2008 | Autor: lfspaulo

Nos últimos dias têm havido várias greves que afectam o funcionamento normal das escolas (e de outros serviços do governo).

As pessoas estão descontentes, mas, mais descontentes ficam ainda os pais das crianças que não têm aulas e que não sabem onde os haverão de deixar. Provavelmente faltam ao trabalho para ficar com eles. Esse dia sem trabalho é descontado no orçamento. Mais uma refeição que fazem em casa, logo mais uma despesa.

Não sei, mas acho que as greves escolares não levam a lado algum. Façam manifestações ao fim-de-semana mas não prejudiquem os alunos, os pais e todos aqueles que querem aprender alguma coisa.

Hoje recebi um panfleto do Partido Comunista (não vou falar de política, mas do que o panfleto continha).

Dizia que os jovens tinham de sair à rua (e faltar às aulas, evidentemente), e levantar os braços e lutar. Segundo o panfleto, na escola não existe democracia.
Queriam ainda implementar aulas de sexualidade, queriam medidas que dessem aos alunos poder na escola e queriam que fossem contra este regime de faltas.

Primeiro de tudo nenhum aluno “decente” leu aquilo. Se calhar ficou-se pelas letras gordas que diziam “Avante Luta” e pensou que iria haver mais uma festa do Avante.

Quem leu, ficou sem perceber bem qual era o objectivo do panfleto: recrutar pessoas para a Juventude Comunista Portuguesa, pois tinha lá o forumulário do ingresso.

Eu, que li de uma ponta a outra, não concordei com quase nada do que lá estava escrito. Os alunos não podem ter poder na escola, os alunos estão lá para aprender, acima de tudo.
Vão ter poder para quê? Impedir os professores de tomar atitudes? Desautorizar as funcionárias?

Não acham que os alunos já têm liberdade demais? Pode fazer tudo e nem sequer é expulso. No máximo dos máximos é transferido.

E quanto tempo demora essa burocracia? Entretanto o aluno problemático continua na escola e a destabilizar.

O objectivo da escola não será aprender? Então espero que os políticos aprendam de vez que a escola tem que ter regras firmes. E quem não as cumpre merece penas. E não penas leves, porque não experimenta suspender um aluno e mete-lo a fazer trabalho comunitário? Não seria melhor? Pelo menos fazia um bem para o estado (e para a sociedade).

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